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17-05-2021

Saúde mental infantil: quais os sinais de alerta?

Este valor tem vindo a aumentar e reflete diversos fatores de risco que tendem muitas vezes a ser desvalorizados quanto a saúde mental infantil.   A saúde mental está repleta de mitos e preconceitos e muitos pais ainda sentem dificuldades em procurar apoio especializado às necessidades das crianças e, consequentemente, não são capazes de despistar os sinais de alerta que devem levar à procura de ajuda.   É fundamental tomar a consciência de que pedir ajuda não significa que os pais estão a desempenhar de forma incorreta o seu papel, mas sim que, perante a dificuldade, são capazes de estar atentos e de tomar as medidas mais sensatas para o saudável desenvolvimento dos seus filhos. Assim sendo, é essencial que os pais e educadores tenham em consideração alguns sinais de alerta que surgem e se prolongam no tempo, mesmo após as estratégias para inverter esses sinais.   Deve ser procurado um apoio profissional sempre que emergem comportamentos que prejudicam o dia a dia da criança, nomeadamente: Dificuldades na relação com os outros: seja isolamento social, característico das crianças mais contidas e com medo de falhar, agressividade e comportamentos mais agitados. Quebra no rendimento escolar: o rendimento escolar reflete muito a estabilidade emocional e social da criança, sendo um aspeto que entra em défice aquando destas dificuldades. Agitação excessiva, dificuldades de concentração, tiques ou rituais que persistem no tempo. Dificuldade em controlar os esfíncteres: a dificuldade em controlar a urina e as fezes tendem a ser reflexo de alguma angústia e instabilidade. Dificuldade em lidar com lutos ou separações. Dores físicas excessivas, sem justificativa médica: as queixas generalizadas de dores corporais e que, tendencialmente, oscilam em intensidade e em localização, são muitas vezes um sintoma psicossomático que deve ser tido em consideração. Dificuldades alimentares: seja por défice ou por excesso, a relação com a comida é muitas vezes uma forma de nos acalmarmos e de nos libertarmos emocionalmente.   Acima de tudo, nunca nos devemos esquecer que as crianças ainda não são capazes de dar significado às suas emoções, às relações e a tudo aquilo que vivenciam e que, por essa mesma razão, não são ainda capazes de pedir ajuda quando não se sentem bem a nível mental. Na maioria das vezes, as dificuldades de foro mental aparecem mascaradas e não ficam claras para os adultos à volta da criança, sendo imprescindível uma atenção extrema.   Fonte: Lifestyle Sapo
17-02-2021

Abandono escolar atingiu novamente mínimo histórico e ultrapassou meta europeia

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), no ano passado o abandono escolar atingiu o valor mais baixo de sempre, tendo descido de 10,6% em 2019 para 8,9% e ultrapassado a meta europeia que definia uma taxa de Abandono Precoce de Educação e Formação de até 10% até 2020.   “Os resultados mostram uma evolução constante, firme e extraordinariamente notável do país, naquele que é considerado pela Comissão Europeia como um dos principais indicadores da performance dos sistemas educativos”, escreve em comunicado o Ministério da Educação.   Nesse mesmo comunicado, é reforçado ainda o facto de que, há duas décadas, quando este indicador começou a ser apurado, Portugal registava valores próximos dos 50%, ultrapassando em cerca de 30% a média europeia. Caso esta tendência de redução se mantenha, a par da estagnação à escala europeia, Portugal poderá alcançar ainda este ano um valor de abandono escolar precoce abaixo da média da União Europeia.   Para o Ministério da Educação, o desafio de reduzir o abandono escolar precoce revela-se ainda mais desafiante e importante perante o atual contexto de pandemia, justificando deste modo a possibilidade de as crianças e jovens em risco poderem ter aulas presenciais durante o regime de ensino a distância.   A tutela saúda as comunidades educativas pelos resultados positivos, realçando a necessidade de continuar a traçar o mesmo caminho através do aprofundamento das iniciativas que têm contribuído para o combate ao abandono.   Fonte: Sapo
11-12-2020

UNESCO aponta inclusão dos alunos em Portugal como um bom exemplo a seguir

No mundo em que vivemos, "as crianças com deficiência têm duas vezes mais hipóteses de não ir à escola", advertiu Manos Antoninis, diretor da Global Education Monitoring Report, um organismo independente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que é responsável por analisar a situação da educação em todo o mundo.   No primeiro dia do simpósio internacional "Assegurar o Direito à Educação Inclusiva às Pessoas com Deficiência", organizado pela UNESCO, Manos Antoninis elogiou o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em Portugal, salientando que "tem bons exemplos que devem ser repetidos por outros países". Manos Antoninis falou depois do ministro da Educação português, Tiago Brandão Rodrigues, que defendeu que, agora, “o desafio de todos os países é não deixar que a pandemia desvie o curso” de promover o sucesso e equidade escolar. O ministro sublinhou que o trabalho pela inclusão das crianças com deficiência em Portugal começou há cerca de 30 anos, em 1991, e hoje já há “97,5% de crianças e jovens com deficiência na chamada educação “mainstream”. Nesta missão, o “papel principal” é atribuído aos professores e educadores assim como a quem estrutura e implementa a formação dos professores na inclusão.   O secretário de estado da Educação, João Costa, que também participou no simpósio, acrescentou que depois de ter os alunos nas escolas, Portugal está neste momento a trabalhar no passo seguinte que é ter um sistema que integre as crianças para a verdadeira inclusão. Stefanie Giannini, a diretora-geral adjunta da Educação da UNESCO, recordou que a preocupação com a inclusão “começou com uma ideia muito simples: Não deixar ninguém para trás”.   Com a pandemia, a tarefa tornou-se muito mais difícil, lamentou, saudando “os professores que também estão na linha da frente”, à semelhança do que fazem os médicos nos hospitais. Tiago Brandão Rodrigues frisou ainda que os tempos atuais exigem uma atenção redobrada e que “O nosso desafio, enquanto Governos, não é apenas pensar em como não podemos deixar ninguém para trás, mas também como podemos impedir que os alunos abandonem a educação e as escolas”.   Fonte: Observador
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