Notícias

08-05-2020

Governo receia que haja menos alunos a entrar no ensino superior

Recomenda-se aos estudantes que analisem opções de candidatura para escolherem os exames nacionais que vão realizar.   O Governo fez saber que receia que haja um número inferior de alunos a entrar no ensino superior neste ano letivo, devido às medidas de contenção da covid-19, e pede aos estudantes que realizem provas suficientes para poderem concorrer a vários cursos, num ano em que os exames nacionais vão ter regras especiais devido à suspensão das aulas.   “Poderemos ter mais pessoas a terminar o 12.º ano, mas depois menos alunos a entrar no ensino superior”, alertou o secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira. A pandemia da covid-19 levou à necessidade de manter o distanciamento social e à suspensão das aulas presenciais desde março, pelo que o Governo decidiu fazer alterações no acesso ao ensino superior: Este ano, os alunos só precisam fazer exames nacionais no ensino superior às disciplinas exigidas para os cursos a que pretendem concorrer. Todas as escolas estão encerradas desde 16 de março e apenas os alunos do 11.º e 12.º ano deverão voltar a ter aulas presenciais ainda este período. Em meados de maio, os estudantes deverão regressar às escolas apenas para ter aulas às disciplinas a que se propõem fazer exame. Os exames do ensino secundário são adiados, para dar mais tempo à conclusão do ano letivo. As aulas vão poder estender-se até 26 de junho. A 1.ª fase das provas nacionais, que estava marcada para a segunda quinzena de junho, passa para os dias 6 a 23 de julho. A 2.ª fase realiza-se de 1 a 7 de setembro.   O secretário de Estado alertou que é preciso estar precavido para o caso de não conseguirem entrar no curso com que sonham: “Os alunos têm de pensar num leque para ter uma abrangência de candidatura, porque algo pode correr mal e depois ficam sem a prova de ingresso”.   Fonte: Público
14-04-2020

O desafio: ensinar e estudar em casa

O desenvolvimento de soluções tecnológicas para a criação de novas formas de ensino é uma área vibrante da Educação, com múltiplas inovações nos últimos anos, algumas delas com provas dadas e impacto positivo nos alunos.   Face aos desafios que a pandemia da Covid-19 está a colocar sobre os sistemas educativos, e com a decisão de que o 3º período será feito à distância, dezenas de recursos pedagógicos (pagos ou gratuitos) têm sido referenciados como alternativas, incentivando os professores e os alunos a explorar o ensino à distância.   O Ministério da Educação divulgou um site com um conjunto de recursos para apoiar as escolas na utilização de metodologias de ensino à distância. Uma forma de manter o contacto regular com os professores e colegas, consolidar aprendizagens já adquiridas, desenvolver novas aprendizagens.   Professores e alunos: como se adaptam ao ensino à distância? Um dos maiores entraves neste molde de ensino incide naqueles que não têm condições para tal: quem não tem internet e/ou computador em casa. O Ministério da Educação fez saber, em comunicado, que está a realizar um levantamento pormenorizado do número de estudantes sem acesso às aulas digitais, para que seja possível resolver rapidamente esta situação. Para já, sabe-se que haverá atividades para o pré escolar na RTP2 e Telescola na RTP Memória a partir do dia 20 de Abril.   Para além de toda esta adaptação a nível tecnológico e logístico, o desafio verdadeiro começa na satisfação com a experiência de ensino à distância e a consequente motivação dos alunos para aprender. A interação com o professor é um dos fatores decisivos para a aprendizagem, o seu desempenho, preparação e motivação têm um papel superlativo para a aprendizagem dos seus alunos. Quando o tema envolve tecnologia, esse factor mantém-se.   Assim, numa missão de muita responsabilidade, os professores vão gerindo o ensino á distância com as ferramentas e plataformas que lhes disponibilizam. Os alunos, navegam na internet para aulas virtuais e fazem exercícios e atividades em manuais e cadernos. E toda a comunidade educativa faz um esforço para manter a rotina nestas atuais e excecionais circunstâncias que chegaram sem data de término. Porque esta adaptação conjunta, é um trabalho diário de equipa!     Fontes: Educare e Observador
13-03-2020

Ansiedade na infância

O medo de não ser capaz, de não estar à altura, de ser avaliado de forma negativa, são alguns sintomas que as crianças e adolescentes com ansiedade de desempenho escolar podem sentir. Apesar destes sinais parecerem normais, não devem ser desvalorizados, pois comprometem o rendimento escolar e causam elevado sofrimento. Quando uma criança é exposta a uma situação nova ou difícil, como a separação dos pais, a morte de um ente querido, uma mudança de escola ou um teste, é normal que se sinta ansiosa. A chamada ansiedade adaptativa é uma emoção normal, que ajuda o ser humano a lidar com as dificuldades e circunstâncias da vida. Porém, a ansiedade passa a ser um problema quando é tão intensa e frequente que afeta o normal funcionamento da criança, comprometendo a normalidade do seu quotidiano.   Tipos de transtornos de ansiedade Ansiedade generalizada: a criança está permanentemente ansiosa, alterada, inquieta e em reatividade. Pânico: manifesta-se em ataques de pânico, são picos de ansiedade. Está associada a pensamentos disfuncionais, que podem conduzir a comportamentos de evitamento, como deixar de querer ir à escola. Ansiedade de desempenho: surge em situações de avaliação, como testes e apresentações de trabalhos. Ansiedade de separação: ocorre com mais frequência no pré-escolar e no primeiro ciclo. Neste caso, a criança tem receio de se afastar das suas figuras de referência. Ansiedade social: quando a criança tem dificuldades em estar em contacto com estranhos. Fobia: são medos de tal forma exagerados que a criança não consegue aproximar-se do foco do desconforto.   Como se manifesta a ansiedade? Inês Afonso Marques, psicóloga da área infanto-juvenil, afirma que, a nível físico, a ansiedade pode manifestar-se com “tonturas, coração acelerado, dificuldade em respirar, agitação motora, dificuldades na concentração”. Na dimensão cognitiva, a criança tende a ser “mais pessimista, perfecionista, com necessidade de controlo”. Na dimensão emocional, “há medo, tristeza, desesperança”.   Como ajudar a criança a controlar a ansiedade? Os problemas de ansiedade, quando não tratados, persistem, na maioria dos casos, até à idade adulta. Verifica-se uma tendência para o aumento da severidade da ansiedade e para a sua evolução para outros problemas como a depressão, dificuldades escolares e nas relações sociais, abuso de substâncias e, geralmente, uma menor qualidade de vida.  O acompanhamento de profissionais especializados, dos pais, cuidadores e familiares é crucial para tentar quebrar o ciclo de ansiedade que a criança está a viver e restaurar o bem-estar.   Fonte: Educare
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