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29-07-2019

Ministério da Educação quer mochilas escolares menos pesadas

Quais são as recomendações do ministério?   O Ministério da Educação (ME) lançou uma campanha para aliviar o peso das mochilas escolares. A campanha de sensibilização chamada “Mochila Leve” destina-se a escolas, a alunos e a encarregados de educação, e resulta de dezenas de recomendações que esta quinta-feira ficam disponíveis na plataforma de atribuição de manuais gratuitos (Mega), noticia a agência Lusa.   Entre as muitas recomendações está a proposta de atribuir a mesma sala de aulas a cada turma, de maneira a que as crianças não tenham de passar tanto tempo com a mochila às costas, bem como a promoção do uso de cacifos. Estes conselhos do Ministério da Educação fazem parte de uma recomendação que foi aprovada por unanimidade no Parlamento em 2017, depois de uma petição contra o peso das mochilas escolares reunir mais de 50 mil assinaturas.   A tutela vai propor aos professores que estes passem a planificar as aulas de maneira a saber de antemão quais os manuais a serem usados nos respetivos dias, para evitar que os alunos levem material desnecessário para as escolas. “Promover o uso partilhado dos manuais de forma rotativa, alternando o dia em que diferentes alunos levam os livros para a aula” é também uma das recomendações do Ministério da Educação para os professores e diretores escolares. “O saber não deve pesar” é o slogan da campanha criada pelo ministério, que aposta ainda em recomendações para encarregados de educação: como optar pela compra de mochilas com rodas ou ergonomicamente adequadas e pela aquisição de material escolar leve.   O peso da mochila influencia a saúde dos alunos   A preocupação em torno do peso das mochilas está diretamente ligada a questões de saúde, visto que muito peso às costas pode, segundo uma nota da Direção-Geral de Saúde que também será disponibilizada no site Mega, “provocar lesões degenerativas da coluna que alteram o crescimento do corpo”. O jornal Público recorda que nos agrupamentos de escolas onde foram feitas avaliações tendo em conta as mochilas, concluiu-se que mais de metade dos alunos carregam mochilas cujo peso é superior a 10% do total do corpo.   Fonte: Observador
13-06-2019

Educação 4.0: o desafio de preparar os jovens do futuro

Modelo de ensino atual: como surgiu? O modelo de ensino atual surge por volta do séc. XVI, no qual a nova burguesia renascentista europeia contratava um professor para ensinar as crianças e, assim, surge o modelo de centro escolar que temos hoje, com salas de aula, professores especialistas e disciplinas separadas para aprofundar a abordagem de cada uma das temáticas.   Século XX e a especialização do ensino O século XX trouxe um novo paradigma para a educação que, após a Revolução Industrial, precisava de formar uma grande quantidade de mão de obra num curto espaço de tempo e, além da alfabetização, criou-se a necessidade de cursos técnicos profissionalizados que fizessem com que os jovens pudessem entrar para o mercado de trabalho mais rápido e com conhecimento mais técnico.   Século XXI - integrar a tecnologia O desafio do século XXI é não só integrar as novas tecnologias na escola, como a inteligência artificial e a internet, mas gerar um novo modelo mental baseado na 'cultura maker', ou seja, ter liberdade para implementar novos modelos e testar soluções, procurando sempre uma cultura de inovação, criatividade e resolução de problemas, requisitos do mercado atual.   Como devem, então, as escolas fazer essa transformação? Ensino híbrido: é a utilização de recursos online e off-line, como plataformas de E-learning, redes sociais e outras tecnologias onde o professor pode partilhar conhecimento com seus alunos e, posteriormente, trazer essas pesquisas para o ambiente escolar off-line. Aprendizagem baseada em projetos: o trabalho com projetos educacionais é um dos grandes recursos que a escola possui e ainda é muito pouco explorado. Com um projeto direcionado pelo professor, os alunos aprendem diversos conceitos dos conteúdos que podem ser interdisciplinares, multidisciplinares ou não, mas que desenvolvem não só a autonomia de estudo, mas também a criatividade, a inovação e a resolução problemas, habilidades essenciais nos dias de hoje. Sala de aula invertida: conceito onde o professor envia o material a ser estudado antes das aulas (online ou off-line) e durante as aulas os alunos debatem o que foi estudado em casa e tiram as suas dúvidas com a turma, tendo o professor como orientador. STEAM: desenvolvimento de trabalhos multidisciplinares usando ciência, tecnologia, artes, engenharia e matemática. Conteúdos de humanidades como história, geografia e línguas também podem ser inseridos com sucesso nesse processo. Cultura maker: a ‘cultura maker’ baseia-se diretamente no ‘aprender enquanto faz’ e na ‘aprendizagem criativa’, por meio da prática, o aluno desenvolve habilidades criativas e de resolução de problemas.   É de elevada importância que as escolas se preparem para uma versão 4.0 da escola, para que seja possível formar novas gerações preparadas para todos os novos desafios tecnológicos.   Fonte: IT Fórum
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