Notícias

17-06-2020

Um terço dos estudantes entra no secundário com negativa a Matemática

Segundo um Relatório da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), em sete anos, o número de estudantes que terminam o 9.º ano e passam para o ensino secundário com negativa a Matemática aumentou dez pontos percentuais - 33% dos alunos, ou seja, um em cada três alunos, entram no 10.º ano sem terem tido aproveitamento à disciplina.   A Matemática é a exceção num cenário global de melhoria dos resultados no 3.º ciclo. Depois desta, as disciplinas com uma maior percentagem de alunos que passam para o secundário com negativa são o Inglês e a Físico-Química, em que a percentagem é de 9%. Um aluno é retido se tiver negativa cumulativamente a Matemática, Português e uma terceira disciplina ou a quatro disciplinas, se nenhuma delas for Matemática ou Português.   O Ministério da Educação reconhece uma “melhoria gradual dos resultados”, sendo que, em algumas disciplinas, “nomeadamente a Matemática”, continuam a persistir “níveis de insucesso preocupantes”. Mais ainda, afirma que é fundamental continuar “o trabalho de promoção do sucesso escolar, de reorganização curricular e de diversificação das estratégias de ensino-aprendizagem”.   Existe um receio geral na sociedade relativamente à Matemática. Nesta disciplina, ao contrário da maioria das outras, tudo está interligado, por isso, quando os alunos perdem um único passo, têm logo a sensação de que estão perdidos e desorientados. Daí a importância da aprendizagem ser bem consolidada e feita passo a passo, sempre com um fio condutor.   Fonte: Observador
08-05-2020

Governo receia que haja menos alunos a entrar no ensino superior

Recomenda-se aos estudantes que analisem opções de candidatura para escolherem os exames nacionais que vão realizar.   O Governo fez saber que receia que haja um número inferior de alunos a entrar no ensino superior neste ano letivo, devido às medidas de contenção da covid-19, e pede aos estudantes que realizem provas suficientes para poderem concorrer a vários cursos, num ano em que os exames nacionais vão ter regras especiais devido à suspensão das aulas.   “Poderemos ter mais pessoas a terminar o 12.º ano, mas depois menos alunos a entrar no ensino superior”, alertou o secretário de estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Sobrinho Teixeira. A pandemia da covid-19 levou à necessidade de manter o distanciamento social e à suspensão das aulas presenciais desde março, pelo que o Governo decidiu fazer alterações no acesso ao ensino superior: Este ano, os alunos só precisam fazer exames nacionais no ensino superior às disciplinas exigidas para os cursos a que pretendem concorrer. Todas as escolas estão encerradas desde 16 de março e apenas os alunos do 11.º e 12.º ano deverão voltar a ter aulas presenciais ainda este período. Em meados de maio, os estudantes deverão regressar às escolas apenas para ter aulas às disciplinas a que se propõem fazer exame. Os exames do ensino secundário são adiados, para dar mais tempo à conclusão do ano letivo. As aulas vão poder estender-se até 26 de junho. A 1.ª fase das provas nacionais, que estava marcada para a segunda quinzena de junho, passa para os dias 6 a 23 de julho. A 2.ª fase realiza-se de 1 a 7 de setembro.   O secretário de Estado alertou que é preciso estar precavido para o caso de não conseguirem entrar no curso com que sonham: “Os alunos têm de pensar num leque para ter uma abrangência de candidatura, porque algo pode correr mal e depois ficam sem a prova de ingresso”.   Fonte: Público
14-04-2020

O desafio: ensinar e estudar em casa

O desenvolvimento de soluções tecnológicas para a criação de novas formas de ensino é uma área vibrante da Educação, com múltiplas inovações nos últimos anos, algumas delas com provas dadas e impacto positivo nos alunos.   Face aos desafios que a pandemia da Covid-19 está a colocar sobre os sistemas educativos, e com a decisão de que o 3º período será feito à distância, dezenas de recursos pedagógicos (pagos ou gratuitos) têm sido referenciados como alternativas, incentivando os professores e os alunos a explorar o ensino à distância.   O Ministério da Educação divulgou um site com um conjunto de recursos para apoiar as escolas na utilização de metodologias de ensino à distância. Uma forma de manter o contacto regular com os professores e colegas, consolidar aprendizagens já adquiridas, desenvolver novas aprendizagens.   Professores e alunos: como se adaptam ao ensino à distância? Um dos maiores entraves neste molde de ensino incide naqueles que não têm condições para tal: quem não tem internet e/ou computador em casa. O Ministério da Educação fez saber, em comunicado, que está a realizar um levantamento pormenorizado do número de estudantes sem acesso às aulas digitais, para que seja possível resolver rapidamente esta situação. Para já, sabe-se que haverá atividades para o pré escolar na RTP2 e Telescola na RTP Memória a partir do dia 20 de Abril.   Para além de toda esta adaptação a nível tecnológico e logístico, o desafio verdadeiro começa na satisfação com a experiência de ensino à distância e a consequente motivação dos alunos para aprender. A interação com o professor é um dos fatores decisivos para a aprendizagem, o seu desempenho, preparação e motivação têm um papel superlativo para a aprendizagem dos seus alunos. Quando o tema envolve tecnologia, esse factor mantém-se.   Assim, numa missão de muita responsabilidade, os professores vão gerindo o ensino á distância com as ferramentas e plataformas que lhes disponibilizam. Os alunos, navegam na internet para aulas virtuais e fazem exercícios e atividades em manuais e cadernos. E toda a comunidade educativa faz um esforço para manter a rotina nestas atuais e excecionais circunstâncias que chegaram sem data de término. Porque esta adaptação conjunta, é um trabalho diário de equipa!     Fontes: Educare e Observador
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