Notícias

26-10-2020

Estudantes não conseguem distinguir entre factos e opiniões na internet

Esta é uma das conclusões do VI relatório do Programa Internacional de Avaliação dos Alunos (PISA), que procurou responder à questão “Estarão os jovens preparados para prosperar num mundo interligado?”, tendo por base as respostas de alunos de 15 anos de 63 países. No passado, os alunos guiavam-se pelos manuais “cuidadosamente selecionados e aprovados pelo Governo e podiam confiar que essas respostas eram verdadeiras”, nos dias de hoje, encontram online centenas de milhares de respostas para as suas perguntas. O relatório alerta que a Inteligência Artificial (IA) é “eticamente neutra” e que, por isso, tanto pode amplificar as boas ideias como as más. É necessário que os jovens consigam cruzar as informações que recolhem com os seus valores e com as suas habilidades cognitivas, sociais e emocionais.   Para os investigadores do PISA, cabe à Educação ajudar: “A Educação do futuro não consiste apenas em ensinar as pessoas, mas também em ajudá-las a desenvolver uma bússola confiável para navegar num mundo cada vez mais complexo, ambíguo e volátil”.   As escolas têm de ajudar os alunos a ter um pensamento autónomo, mas consciente do pluralismo da vida moderna, numa época em que as comunidades culturalmente diversas estão conectadas digitalmente. É preciso compreender como vivem os outros, as suas culturas e tradições, é preciso ser capaz de aceitar que existem diferentes maneiras de pensar, sublinha o documento. Para tentar entender se os alunos estão preparados para o mundo interligado, o PISA definiu o conceito de “competências globais”, que é atribuído a quem compreende questões globais e interculturais, é capaz de aprender e conviver com as pessoas de origens diversas e tem as atitudes e valores necessários para interagir respeitosamente com os outros.   Fonte: Observador
30-09-2020

Riscos e desafios do mundo online

Informações ao segundo, novas ferramentas e recursos modernos, janelas e portas abertas a conteúdos de todas as áreas. A Internet está em todo o lado e a Educação não é exceção, sendo que neste cenário de pandemia, a comunidade escolar teve e tem de estar permanentemente conectada. Este ano letivo há vontade de avançar com manuais digitais em 10 escolas de diferentes contextos socioeconómicos e os acessos à Escola Virtual, plataforma de ensino e aprendizagem que disponibiliza conteúdos educativos digitais e interativos relacionados com os programas curriculares do 1.º ao 12.º ano de escolaridade, foram gratuitos desde o encerramento das escolas devido à pandemia.   As vantagens verificadas no reforço escolar online são inúmeras e devem ser aproveitadas: Aprender o mesmo conteúdo de diversas formas e maneiras mais apelativas, aumenta a motivação de quem aprende e de quem ensina. Novas tecnologias aproximam os alunos dos conhecimentos que mais lhes interessam. Um modelo mais personalizado e um maior respeito pelos ritmos de aprendizagem. O ambiente virtual ajuda a sair da rotina da sala de aula tradicional.   No entanto, esta infinita autoestrada da comunicação online, disponível ao segundo e em qualquer lugar, também traz problemas e perigos, sobretudo para os mais novos: Exploração; Assédio virtual, Jogos sem sentido; Cyberbullying; Exposição a conteúdos impróprios e violentos; Publicação de informações privadas e dados sensíveis nas redes sociais.   A segurança dos mais novos neste mundo é uma responsabilidade que começa nos pais e educadores, os quais devem assumir o seu papel e envolver-se no assunto com a criança, aprofundar conhecimentos sobre os riscos, dialogar e educar sobre os benefícios e perigos do online.   Fonte: Educare
14-07-2020

Ministro da Educação anunciou estratégias para o próximo ano letivo

As primeiras cinco semanas deverão ser dedicadas à recuperação de aprendizagens que podem ter ficado em falta neste ano letivo.   Para garantir a recuperação dos alunos e a consolidação das matérias, o ano letivo 2020/2021 será prolongado (exceto os alunos com exames), assim, haverá aulas até 9 de junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade; até 15 de junho de 2021 para os alunos dos 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade; e até 30 de junho de 2021 na Educação pré-escolar e ainda nos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.   No sentido de assegurar uma retoma das atividades letivas e não letivas seguras, bem como a confiança de toda a comunidade educativa, o governo está a planear e prever três cenários, com três regimes: presencial, não presencial e misto, sendo o regime presencial o preferencial, os outros funcionarão exclusivamente em caso de necessidade temporária, se houver um encerramento forçado pela pandemia. Os alunos do pré-escolar, do 1º e do 2º ciclo serão privilegiados no ensino presencial, assim como alunos com apoio social escolar e com necessidades especiais, pelo facto de terem sido os mais prejudicados pelo regime de ensino não presencial.   As escolas terão mais autonomia para definir estratégias para pôr em prática as medidas de saúde previstas e o distanciamento social, nomeadamente no tocante à flexibilidade dos horários escolares e redução do número de alunos por turma. As máscaras serão obrigatórias para todos os alunos a partir do segundo ciclo e será necessário adaptar espaços para se tornarem salas de aulas.   O ministro, Tiago Brandão Rodrigues, garante ainda um reforço de recursos humanos "materializado em mais tempo para os professores trabalharem com os alunos, em coadjuvações, apoios, etc.", medidas que irão beneficiar todos os alunos, dando uma especial atenção àqueles com necessidades especiais. Também está prevista a contratação de psicólogos e outros técnicos especializados para apoiarem professores e alunos.   Segundo o ministro da educação, haverá uma "redução de programas demasiado extensos", "para dizer isto de maneira bastante compreensível, mais importante do que dar a correr as não sei quantas páginas de um manual é garantir que os alunos têm uma boa capacidade consolidada de leitura, de escrita, de interpretação". Além disso, anunciou um reforço nas tutorias, um apoio suplementar de quatro horas com um tutor para todos os alunos que reprovaram neste ano e um programa mentorado.   A aposta nas tecnologias digitais irá manter-se e ser reforçada, com o investimento na capacitação digital dos docentes e na desmaterialização dos manuais escolares.     Fonte: Diário de Notícias
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