13-02-2019

Inteligência artificial em todas as áreas da educação e sociedade

Nas escolas, a ênfase será no ensino de aprendizagem automática básica aos alunos mais jovens

A Estratégia Nacional para a Inteligência Artificial antevê que esta tecnologia comece a ser ensinada nas escolas cada vez mais cedo, que se expanda na administração pública e se generalize nas pequenas e médias empresas.

 

A curto e médio prazos, pretende-se "explorar a fundo o potencial da Inteligência Artificial na economia e na sociedade", de acordo com um esboço da estratégia, que começa a ser discutida publicamente num encontro com investigadores no Laboratório Ibérico de Nanotecnologia, em Braga.

 

Nas escolas, a ênfase será no ensino de aprendizagem automática básica aos alunos mais jovens, em "clubes de ciência", propondo aos estabelecimentos de ensino desafios em áreas como o ambiente ou a biodiversidade.


Os núcleos de alunos treinados nesta área serão levados depois a colaborar uns com os outros, produzindo vídeos e outros conteúdos multimédia focados em temas como a biologia ou a História das várias regiões, que são depois colocados numa rede que permite acesso a todos.

As escolas participarão também em campeonatos de código de programação, ultrapassando desafios com os conhecimentos que os alunos adquiriram.

 

No ensino superior, a estratégia prevê a constituição de redes locais para as qualificações digitais, envolvendo universidades, politécnicos (onde já se fazem cursos curtos) e empresas, para que os trabalhadores ganhem novas qualificações e se adaptem às alterações ao trabalho introduzidas pela inteligência artificial.

 

Na estratégia, aponta-se o potencial de Portugal para desenvolver inteligência artificial aplicada a áreas como as redes de energia sustentável, cidades, florestas e oceanos, mobilidade, condução autónoma ou saúde.

 

Fonte: Diário de Notícias

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