13-03-2020

Ansiedade na infância

A ansiedade afeta cerca de 20% das crianças e adolescentes e é considerada uma das problemáticas que os psicólogos mais identificam nesta faixa etária.

O medo de não ser capaz, de não estar à altura, de ser avaliado de forma negativa, são alguns sintomas que as crianças e adolescentes com ansiedade de desempenho escolar podem sentir.

Apesar destes sinais parecerem normais, não devem ser desvalorizados, pois comprometem o rendimento escolar e causam elevado sofrimento.

Quando uma criança é exposta a uma situação nova ou difícil, como a separação dos pais, a morte de um ente querido, uma mudança de escola ou um teste, é normal que se sinta ansiosa.

A chamada ansiedade adaptativa é uma emoção normal, que ajuda o ser humano a lidar com as dificuldades e circunstâncias da vida. Porém, a ansiedade passa a ser um problema quando é tão intensa e frequente que afeta o normal funcionamento da criança, comprometendo a normalidade do seu quotidiano.

 

Tipos de transtornos de ansiedade

  • Ansiedade generalizada: a criança está permanentemente ansiosa, alterada, inquieta e em reatividade.
  • Pânico: manifesta-se em ataques de pânico, são picos de ansiedade. Está associada a pensamentos disfuncionais, que podem conduzir a comportamentos de evitamento, como deixar de querer ir à escola.
  • Ansiedade de desempenho: surge em situações de avaliação, como testes e apresentações de trabalhos. Ansiedade de separação: ocorre com mais frequência no pré-escolar e no primeiro ciclo. Neste caso, a criança tem receio de se afastar das suas figuras de referência.
  • Ansiedade social: quando a criança tem dificuldades em estar em contacto com estranhos.
  • Fobia: são medos de tal forma exagerados que a criança não consegue aproximar-se do foco do desconforto.

 

Como se manifesta a ansiedade?

Inês Afonso Marques, psicóloga da área infanto-juvenil, afirma que, a nível físico, a ansiedade pode manifestar-se com “tonturas, coração acelerado, dificuldade em respirar, agitação motora, dificuldades na concentração”. Na dimensão cognitiva, a criança tende a ser “mais pessimista, perfecionista, com necessidade de controlo”. Na dimensão emocional, “há medo, tristeza, desesperança”.

 

Como ajudar a criança a controlar a ansiedade?

Os problemas de ansiedade, quando não tratados, persistem, na maioria dos casos, até à idade adulta. Verifica-se uma tendência para o aumento da severidade da ansiedade e para a sua evolução para outros problemas como a depressão, dificuldades escolares e nas relações sociais, abuso de substâncias e, geralmente, uma menor qualidade de vida.  O acompanhamento de profissionais especializados, dos pais, cuidadores e familiares é crucial para tentar quebrar o ciclo de ansiedade que a criança está a viver e restaurar o bem-estar.

 

Fonte: Educare

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