14-07-2020

Ministro da Educação anunciou estratégias para o próximo ano letivo

No próximo ano letivo, as aulas começam para todos os anos de escolaridade e para todas as modalidades de ensino entre 14 e 17 de setembro, apenas uma semana após o final da segunda fase de exames nacionais do ensino secundário.

As primeiras cinco semanas deverão ser dedicadas à recuperação de aprendizagens que podem ter ficado em falta neste ano letivo.

 

Para garantir a recuperação dos alunos e a consolidação das matérias, o ano letivo 2020/2021 será prolongado (exceto os alunos com exames), assim, haverá aulas até 9 de junho para os 9.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade; até 15 de junho de 2021 para os alunos dos 7.º, 8.º e 10.º anos de escolaridade; e até 30 de junho de 2021 na Educação pré-escolar e ainda nos 1.º e 2.º ciclos do ensino básico.

 

No sentido de assegurar uma retoma das atividades letivas e não letivas seguras, bem como a confiança de toda a comunidade educativa, o governo está a planear e prever três cenários, com três regimes: presencial, não presencial e misto, sendo o regime presencial o preferencial, os outros funcionarão exclusivamente em caso de necessidade temporária, se houver um encerramento forçado pela pandemia. Os alunos do pré-escolar, do 1º e do 2º ciclo serão privilegiados no ensino presencial, assim como alunos com apoio social escolar e com necessidades especiais, pelo facto de terem sido os mais prejudicados pelo regime de ensino não presencial.

 

As escolas terão mais autonomia para definir estratégias para pôr em prática as medidas de saúde previstas e o distanciamento social, nomeadamente no tocante à flexibilidade dos horários escolares e redução do número de alunos por turma. As máscaras serão obrigatórias para todos os alunos a partir do segundo ciclo e será necessário adaptar espaços para se tornarem salas de aulas.

 

O ministro, Tiago Brandão Rodrigues, garante ainda um reforço de recursos humanos "materializado em mais tempo para os professores trabalharem com os alunos, em coadjuvações, apoios, etc.", medidas que irão beneficiar todos os alunos, dando uma especial atenção àqueles com necessidades especiais. Também está prevista a contratação de psicólogos e outros técnicos especializados para apoiarem professores e alunos.

 

Segundo o ministro da educação, haverá uma "redução de programas demasiado extensos", "para dizer isto de maneira bastante compreensível, mais importante do que dar a correr as não sei quantas páginas de um manual é garantir que os alunos têm uma boa capacidade consolidada de leitura, de escrita, de interpretação". Além disso, anunciou um reforço nas tutorias, um apoio suplementar de quatro horas com um tutor para todos os alunos que reprovaram neste ano e um programa mentorado.

 

A aposta nas tecnologias digitais irá manter-se e ser reforçada, com o investimento na capacitação digital dos docentes e na desmaterialização dos manuais escolares.

 

 

Fonte: Diário de Notícias

voltar ao topo
KUBO © 2018 - 2020

Política de Privacidade

zuka