17-05-2021

Saúde mental infantil: quais os sinais de alerta?

De acordo com as estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS), atualmente, vinte por cento das crianças e adolescentes têm pelo menos uma perturbação mental.

Este valor tem vindo a aumentar e reflete diversos fatores de risco que tendem muitas vezes a ser desvalorizados quanto a saúde mental infantil.

 

A saúde mental está repleta de mitos e preconceitos e muitos pais ainda sentem dificuldades em procurar apoio especializado às necessidades das crianças e, consequentemente, não são capazes de despistar os sinais de alerta que devem levar à procura de ajuda.

 

É fundamental tomar a consciência de que pedir ajuda não significa que os pais estão a desempenhar de forma incorreta o seu papel, mas sim que, perante a dificuldade, são capazes de estar atentos e de tomar as medidas mais sensatas para o saudável desenvolvimento dos seus filhos. Assim sendo, é essencial que os pais e educadores tenham em consideração alguns sinais de alerta que surgem e se prolongam no tempo, mesmo após as estratégias para inverter esses sinais.

 

Deve ser procurado um apoio profissional sempre que emergem comportamentos que prejudicam o dia a dia da criança, nomeadamente:

  • Dificuldades na relação com os outros: seja isolamento social, característico das crianças mais contidas e com medo de falhar, agressividade e comportamentos mais agitados.
  • Quebra no rendimento escolar: o rendimento escolar reflete muito a estabilidade emocional e social da criança, sendo um aspeto que entra em défice aquando destas dificuldades.
  • Agitação excessiva, dificuldades de concentração, tiques ou rituais que persistem no tempo.
  • Dificuldade em controlar os esfíncteres: a dificuldade em controlar a urina e as fezes tendem a ser reflexo de alguma angústia e instabilidade.
  • Dificuldade em lidar com lutos ou separações.
  • Dores físicas excessivas, sem justificativa médica: as queixas generalizadas de dores corporais e que, tendencialmente, oscilam em intensidade e em localização, são muitas vezes um sintoma psicossomático que deve ser tido em consideração.
  • Dificuldades alimentares: seja por défice ou por excesso, a relação com a comida é muitas vezes uma forma de nos acalmarmos e de nos libertarmos emocionalmente.

 

Acima de tudo, nunca nos devemos esquecer que as crianças ainda não são capazes de dar significado às suas emoções, às relações e a tudo aquilo que vivenciam e que, por essa mesma razão, não são ainda capazes de pedir ajuda quando não se sentem bem a nível mental. Na maioria das vezes, as dificuldades de foro mental aparecem mascaradas e não ficam claras para os adultos à volta da criança, sendo imprescindível uma atenção extrema.

 

Fonte: Lifestyle Sapo

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