O Ministério da Educação divulgou os resultados da 1ª fase dos exames nacionais do ensino secundário, realizados no mês de junho. Os dados revelam tendências distintas entre disciplinas, com melhorias significativas em algumas áreas e quebras noutras.
Português, uma das disciplinas com maior número de inscritos (mais de 76 mil), registou uma melhoria de 1,5 valores face ao ano anterior, com a média a subir de 11,1 para 12,6. Em Biologia e Geologia, a evolução foi ainda mais expressiva: a média passou de 9,9 em 2024 para 12,4 em 2025, o que representa um acréscimo de 2,5 valores. Em contrapartida, a Matemática A sofreu uma quebra acentuada. A média nacional desceu de 12,1 para 10,5, com cerca de 35 600 alunos a realizarem o exame. Também com resultados abaixo do esperado surgem as disciplinas de Matemática Aplicada às Ciências Sociais (MACS), com média de 9,2 valores, e Geometria Descritiva A, com média de 8,9. Estas foram as únicas disciplinas com médias inferiores a 10 valores. A disciplina de Inglês manteve-se estável, com uma média de 14,1 valores, a mesma registada em 2024.
Estes dados refletem as dinâmicas distintas no desempenho dos alunos, que poderão ser explicadas por múltiplos fatores - desde as exigências específicas de cada exame, à forma como os programas foram trabalhados ao longo do ano letivo.
Segundo dados oficiais, a 1ª fase dos exames mobilizou um vasto esforço logístico: das 346 541 inscrições, foram realizadas 307 270 provas, que envolveram 735 escolas e mais de 11 mil professores responsáveis pela correção das provas, e, ainda, cerca de 10 mil docentes e técnicos estiveram envolvidos nas vigilâncias e apoio logístico.
Os resultados dos exames nacionais têm impacto direto no acesso ao ensino superior, uma vez que as instituições utilizam as classificações como parte do processo de seriação. A melhoria das médias em disciplinas nucleares como Português e Biologia poderá beneficiar os alunos em cursos mais exigentes. Já a descida em Matemática A poderá exigir maior atenção nas fases seguintes e nos critérios de colocação.
Fonte: dados divulgados pelo Ministério da Educação e notícia do jornal Público